Guia do Mercado Modelo o mercado de artesanato ao pé do elevador
Guia do Mercado Modelo em Salvador: a antiga alfândega, o que comprar e pechinchar, a moqueca com vista, a roda de capoeira e como chegar pelo Elevador Lacerda.
O essencial em 30 segundos
Este guia do Mercado Modelo em Salvador cobre o mercado de artesanato mais famoso da cidade, um sobrado histórico na orla da Cidade Baixa, bem ao pé do Elevador Lacerda. Atrás da fachada amarela colonial — uma antiga alfândega de 1861 — estão mais de 250 boxes de berimbaus, redes, renda, temperos, cachaça e lembranças, dois restaurantes baianos antigos com vista da baía no andar de cima, uma roda de capoeira na frente e um porão de história pesada. É turístico, o primeiro preço é sempre alto demais, e ainda assim vale uma hora. Aqui vai como comprar bem, o que comer, o único golpe a evitar e como tudo se liga ao centro histórico onde ficam as nossas suítes.
Guia do Mercado Modelo: onde fica e o que é
O Mercado Modelo fica na Praça Visconde de Cayru, no bairro do Comércio, na Cidade Baixa — a parte baixa de Salvador — a poucos passos da água e logo abaixo do Elevador Lacerda, o elevador Art Déco que desce setenta e dois metros da cidade alta histórica. Essa localização é o ponto central: para a maioria dos visitantes, o mercado é a primeira coisa que se alcança ao descer do Pelourinho e a última parada antes do terminal de barcos ao lado. É o mercado de artesãos mais antigo e conhecido da cidade, mais de duzentos e cinquenta boxes sob um só teto, e, para o bem e para o mal, é onde quase todo passageiro de cruzeiro, grupo de turismo e visitante de primeira viagem acaba parando. Entre sabendo disso e são duas horas realmente boas; entre esperando um segredo local e vai se decepcionar.
O prédio: uma alfândega de passado pesado
O prédio amarelo neoclássico é mais antigo e mais estranho do que as lembranças que guarda. Foi erguido como a Alfândega, a casa aduaneira do porto de Salvador, e concluído em 1861, quando ali era a borda de trabalho de um dos portos mais movimentados do mundo atlântico. O mercado só se mudou para cá em 1971, depois que o prédio anterior do Mercado Modelo pegou fogo; o incêndio voltou a danificar este também, em 1984, e o que se percorre hoje é uma restauração cuidadosa. A parte que faz baixar a voz é embaixo. Os porões estão ligados, na memória da cidade, ao tráfico transatlântico de escravizados que passou por este porto — por longa tradição, africanos escravizados eram mantidos nestes vãos antes da venda, e até hoje se deixam oferendas aos orixás nas antigas cisternas do subsolo. Historiadores debatem o uso exato das salas, mas o peso do lugar é real, e vale lembrar que o mercado alegre lá em cima se ergue sobre o chão onde se negociou a história mais dura de Salvador. Para essa história por inteiro, o nosso guia da herança afro-brasileira é por onde começar.
O que comprar de verdade
Boa parte do que enche os boxes se repete de um para o outro, então compre as poucas coisas que a Bahia faz de fato bem. O berimbau — o arco de corda única que conduz a capoeira — é a compra símbolo, e um bom, com a cabaça pintada, é instrumento de verdade, não brinquedo. Procure também redes de algodão grosso tecido, que amassam plano e duram mais que tudo; a renda de bilro, feita ao longo do litoral baiano; peças entalhadas e pintadas; couro; e as figuras dos orixás, as divindades do candomblé, que são a lembrança mais baiana que existe. Nos boxes de comida, garrafas de cachaça artesanal, azeite de dendê, especiarias secas e cacau do sul do estado valem mais espaço na mala que outro ímã de geladeira. Você também verá as coloridas fitas do Bonfim, as fitinhas de desejo da grande igreja de peregrinação do outro lado da baía — pegue algumas aqui e leia o que fazer com elas no nosso guia da igreja do Bonfim e suas fitas.
Almoço lá em cima, com a baía na janela
O não tão segredo do mercado são os restaurantes do andar de cima. Duas instituições baianas trabalham ali há gerações — Maria de São Pedro e Camafeu de Oxóssi — e seus terraços dão direto para a Baía de Todos os Santos, para os barcos e Itaparica ao fundo. É um ótimo lugar para comer a primeira moqueca, o ensopado de frutos do mar com leite de coco e dendê que é o prato do estado, ou um bobó de camarão, com uma cerveja gelada e aquela vista. Não é a moqueca mais barata de Salvador e sabe quem é sua clientela, mas o cenário justifica o acréscimo de um jeito que os cafés turísticos do térreo nunca justificam. Para onde estão de fato as grandes cozinhas baianas, daqui às casas de moqueca do Rio Vermelho, veja o nosso guia da comida baiana.
A roda de capoeira na frente — e a única coisa a vigiar
Na maioria dos dias forma-se uma roda de capoeira na praça em frente ao mercado: o berimbau começa, um círculo se junta, e dois jogadores giram no jogo baixo e dançado que nasceu entre africanos escravizados exatamente nesta parte do Brasil. É realmente bom de ver e, se você quer conhecer a capoeira a sério, o nosso guia da capoeira aponta as academias de verdade. O que vigiar é a foto. Se levantar o celular, ou pior, deixar um jogador puxá-lo para o círculo para um clique, uma gorjeta será cobrada na hora e com firmeza, muitas vezes mais do que você imagina. Não há nada de errado em pagar pelo show; só decida antes de erguer a câmera, tenha notas pequenas à mão e não se assuste quando o chapéu passar.
Como chegar — o Elevador Lacerda e o ferry ao lado
Chegar ao mercado é metade do encanto. Da cidade alta histórica, você pega o Elevador Lacerda, a alta torre Art Déco que liga os dois níveis de Salvador desde 1873 e ganhou a forma atual em 1930. Quatro cabines descem setenta e dois metros entre a Praça Tomé de Sousa, lá em cima junto à catedral e ao Pelourinho, e a Praça Cayru, à porta do mercado, em menos de trinta segundos, por uma tarifa de cerca de quinze centavos — poucos centavos, uma das grandes pechinchas de viagem que existem. Ao lado do mercado está o Terminal Náutico, de onde saem os catamarãs para Morro de São Paulo e os barcos cruzam para Itaparica, então o mercado combina naturalmente com um dia na água. Para como todas essas peças — elevador, ferry, táxi, metrô — se encaixam, veja o nosso guia de como circular por Salvador, e quem chega de cruzeiro deve ler o nosso guia do porto de cruzeiros de Salvador, já que o terminal fica a cinco minutos a pé.
Vale a pena? A resposta honesta
O Mercado Modelo é, sem disfarce, um mercado de turista, e se você for procurar autenticidade não descoberta vai encontrar lembrancinhas. Mas esse é o teste errado. Pelo que é — um belo prédio histórico, um apanhado num só lugar do artesanato baiano de verdade, uma moqueca com vista da baía, uma roda na praça e um porão que guarda em silêncio a história mais difícil da cidade — vale uma hora de qualquer viagem, sobretudo no começo, quando ensina o que a Bahia faz e vende antes de você ver aquilo repetido em todo canto. O que facilita é estar hospedado perto. As nossas quatro suítes ficam lá em cima, na Cidade Alta, a uma curta caminhada do topo do Elevador Lacerda, de modo que o mercado, o Pelourinho e o ferry ficam todos a poucos minutos ladeira abaixo, e não a uma corrida de táxi pela cidade. Se você prefere abrir a porta para a cidade histórica em vez de ir até ela, dê uma olhada nas nossas quatro suítes.
サルバドールを、 写真で
このガイドに登場する街区、レストラン、ビーチの写真、各撮影者のクレジット付き。
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